Mattos minimiza poderio financeiro do Palmeiras: 'Não temos um poço de petróleo que fazemos o que quiser'

Alexandre Mattos é apontado por muitos como o melhor executivo do futebol brasileiro. O diretor de futebol do Palmeiras, porém, rejeita o rótulo e também garante: sua vida não é mais fácil em virtude do poderio financeiro alviverde.

Recentemente, o presidente do Atlético-MG, Sérgio Sette Câmara, disse ser “impossível” competir com o Palmeiras no mercado atualmente. Em entrevista ao jornal mineiro “Hoje em Dia”, Mattos rebateu e disse que o Palmeiras “não tem poço de petróleo”.

“Sobre o orçamento alto, o Palmeiras tem grandes problemas, assim como os outros clubes. Não temos um poço de petróleo que fazemos o que quiser, muito pelo contrário. O que o Palmeiras faz na verdade é vender a sua estrutura, as suas ambições e seus projetos”, disse.

“As pessoas têm que confiar nisso e entender que o que queremos é sempre ter o protagonismo. Vencer, vence um, mas você ser protagonista é bastante importante, assim como fazíamos na época do Cruzeiro”, acrescentou Mattos, que disse manter a mesma fórmula de trabalhos anteriores.

“Isso aí só é uma característica de trabalho mesmo, desde os tempos do América. Lembro que a gente disputou um jogador com o Botafogo, estando na Série C e eles na Série A. Conseguimos porque, anteriormente, já tínhamos um pré-acordo com o atleta.”

“No Cruzeiro, mesmo sem recursos financeiros valiosos, conseguimos muita coisa também. Buscava sempre antes os jogadores. Me lembro quando o Marlone (então no Vasco) apareceu bem no mercado, fomos lá e contratamos; assim como o Lucca, no Criciúma. Estávamos sempre antecipando ao mercado. No Palmeiras é a mesma coisa.”