Varejo calcula perdas com feriados em 2019

Mariana Carneiro, Marco Antonio Jr e Miriam Hermes | tempopresente@grupoatarde.com.br | Foto: Marcelo Camargo | ABr | Divulgação

As perdas do varejo baiano com os feriados que cairão em dias úteis devem atingir em 2019 o montante de R$ 335 milhões, segundo cálculos da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio Bahia). Os setores mais impactados serão o de supermercados (que deixam de lucrar R$ 189 milhões), vestuário (R$ 51 mi), farmácias (R$ 38 mi) e móveis e decorações (R$ 16 mi). Apesar dos efeitos negativos, a entidade destaca que os valores são 30% menores do que os de 2018. É que em 2019 algumas datas cairão em sábados e domingos, e determinados “enforcamentos” de dias úteis deixarão de existir, o que reduz o número de pessoas que viajam.

As contas consideram principalmente as perdas de vendas por impulso, que são mais relevantes e eventualmente não se recuperam. Também levam em conta que as compras planejadas de bens duráveis (como a aquisição de um veículo ou fogão) serão concretizadas, podendo o feriado apenas deslocar a data da aquisição. De outro lado, ano com menos feriado prolongado significa menor presença turística, também fonte de renda para o setor. A Fecomércio acredita, no entanto, que o foco deve ser investir-se em crescimento econômico e emprego, por não adiantar contar com feriados que acabam por encarecer o custo da mão de obra e reduzir as vendas:

– Não parece ser razoável acreditar que o turismo se beneficie mais de muitos feriados esparsos com elevada taxa de desemprego do que com menos feriados e mais emprego – avalia documento sobre os feriados produzido pela entidade.

Comparação – Considerando a estimativa do varejo de crescer cerca de 3% na Bahia neste ano, as perdas com feriados caem de 0,7% em 2018 para 0,5% em relação ao faturamento do setor previsto para 2019.

“Ao criminoso não interessa o partido desse ou daquele governador (…) Suas ações, como incendiar, explodir bens públicos ou privados, devem ser tipificadas como terrorismo”

Jair Bolsonaro,presidente do Brasil, pelo Twitter,  enaltecendo projeto de lei apresentado pelo senador Lasier Martins (PSD-RS) que defende o endurecimento no combate ao crime organizado. 

Falta de educação

O Ministério da Educação mostrou despreparo após o caso da divulgação do edital que permitia a inclusão de livros sem informações bibliográficas, sem políticas que encorajem a cultura da não-violência e em prol de minorias. Após a publicação, o ministro Ricardo Vélez correu para explicar que os parâmetros foram definidos no governo anterior, o que foi prontamente desmentido pelo ex-ministro Rossieli Soares. 

Fontes ligadas ao Ministério da Educação afirmaram que o clima é de bagunça na pasta, enquanto corre uma profunda reestruturação. O certo é que  a publicação do edital já estava prevista no Diário Oficial da União há pelo menos dois meses, o que pode configurar que foi, mesmo,  feito no governo anterior.   

Confusão de datas no Bonfim

A realização de obras de requalificação na Colina Sagrada, no Bonfim, acabou gerando um factoide que anda sendo reproduzido a torto e a direito mas que não tem razão de ser. Pessoas estão atribuindo à intervenção a responsabilidade por um suposto “adiamento” das datas da tradicional lavagem e do domingo de festa marcado por missas, que este ano caem, respectivamente, nos dias 17 e 20 de janeiro. Mas ao contrário do que muita gente pensa, a Lavagem do Bonfim é realizada na segunda quinta-feira após a Festa de Reis (06/01), e não na segunda quinta-feira do mês de janeiro. O cálculo confunde baianos e turistas, que precisam muitas vezes reprogramar data de viagem à Bahia para ir à festa. Já houve anos anteriores em que a lavagem caiu no dia 17, como em 2013.