Adolescente desaparece após ser visto pela última vez na escola onde estudava em Goiânia, diz mãe

Lucas está desaparecido desde o dia 27 de novembro; família espalhou cartazes pela cidade — Foto: Irani Sousa/Arquivo pessoalLucas está desaparecido desde o dia 27 de novembro; família espalhou cartazes pela cidade — Foto: Irani Sousa/Arquivo pessoal

Lucas está desaparecido desde o dia 27 de novembro; família espalhou cartazes pela cidade — Foto: Irani Sousa/Arquivo pessoal

Uma auxiliar de serviços gerais, de 38 anos procura pelo filho, de 15, que está desaparecido desde o último dia 27 de novembro, em Goiânia. Segundo Irani Sousa Rodrigues, o adolescente, Lucas Rodrigues Neves, sumiu durante o recreio no Colégio Estadual da Polícia Militar Waldemar Mundim, na Vila Itatiaia, onde estuda.

A PM disse que acompanha o caso e alega que, naquele dia, segundo colegas, o garoto sequer chegou a entrar na escola. A corporação também declarmou que, no monitoramento por câmeras, não há nenhuma movimentação de pessoas pulando o muro da unidade — que é o que a mãe dele diz acreditar ter ocorrido (veja nota na íntegra ao final do texto).

De acordo com Irani, o filho foi diagnosticado com hiperatividade e toma remédios controlados. Ela conta que havia acabado de chegar em casa após sair do trabalho quando recebeu a notícia do sumiço.

“O irmão mais velho deixou ele no colégio. Quando cheguei em casa, a professora ligou e disse que o Lucas tinha desaparecido da sala. Ela disse que ele asssitiu a aula toda e na hora do recreio saiu, ficou lá brincando e quando ela procurou ele na sala, não encontrou mais”, disse ao G1.

A mulher afirmou que ninguém na unidade soube dizer por onde o adolescente teria passado e acredita que o filho pulou o muro.

A família espalhou cartazes com a foto de Lucas pelas redondezas e chegou a receber informação de que ele foi visto no Terminal do Padre Pelágio, mas o garoto não foi localizado.

“Meu coração está complicado, viu. Só Deus sabe. Ele é carinhoso, dedicado, mas tem horas que ele surta, fica impaciente”, afirma.

Outros sumiços

Irani conta que o filho já sumiu ao menos por outras cinco vezes, mas sempre foi localizado em pouco tempo. Somente desta vez é que a situação se complicou e já dura oito dias.

Somente neste ano, a família registrou três boletins de ocorrência por desaparecimentos de Lucas, sendo um em maio, outro no final de outubro e a última delas em 15 de novembro. Em todos, já houve a baixa no sistema, uma vez que ele acabou sendo localizado.

A auxiliar disse que no dia do desaparecimento chegou a ligar na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), onde foram registrados os outros boletins, e foi informada que um novo procedimento havia sido aberto e não era preciso que ela fosse ao local.

Porém, ao G1, uma servidora da delegacia disse que é necessário que a família compareça à unidade e registre um novo procedimento.

Nota da PM:

Conforme informações da Direção do Colégio Estadual da Polícia Militar Waldemar Mundim, o referido aluno apresenta esse tipo de comportamento desde 2014, chegando ao ponto de muitas vezes não entrar no colégio, empreendendo fuga assim que chega no portão. Inclusive no dia citado na nota, segundo relato de colegas, ele compareceu na porta da unidade e não entrou.

No monitoramento por câmeras não há nenhuma movimentação de pessoas pulando o muro da unidade. Somente esse ano é a quinta vez que o aluno citado comporta-se dessa maneira.

Na data de ontem (04), a direção do CEPMG Waldemar Mundim, foi informado pelo padrasto do mesmo, que ele havia sido visto nas redondezas do terminal Padre Pelágio, sendo que de imediato uma equipe do colégio deslocou ao local não logrando êxito na localização do adolescente.

Ressaltamos, que tanto a professora de apoio, quando o coordenador de ensino especial e os militares da seção de apoio pedagógico, têm acompanhado o caso e empreendem esforços para localizá-lo.

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